please don't smoke!
laura cardoso, consagradíssima atriz, está passando por uma provação que só uma pessoa muito persistente pode aguentar. juntamente com a digníssima arlete salles, laura interpreta no teatro uma prostituta que fuma durante toda a peça. a atriz é ex-fumante e pelo que me consta está tentada, mas não voltou ao vício, pelo menos fora dos palcos...
se segura que lá vem madeira!
depois de uma enorme temporada na europa, meus amigos beto e jão estão voltando pra salvador. tem 450 anos que não vejo esses dois e hoje recebi um email lindo deles, contando as peripécias européias. não vejo a hora de abraçar meus amigos queridos que me deixaram quando eu tinha 16 anos... 10 anos depois, eles voltam, com menos cabelos (hahaha), mais barriga (haja cerveja!) e muita disposição pra curtir a bahia!!! sejam bem vindos queridos! saudades de vocês.
hoje deu saudade do ócio em floripa
praia de ponta das canas, praia brava e outra que não lembro o nome.
october is there... goodbye september
manhattan skyline (paul waaktaar-savoy/magne furuholmen)
we sit and watch umbrellas fly
i'm trying to keep my newspaper dry
i hear myself say
my boat's leaving now
so we shake hands and cry
now i must wave goodbye, wave goodbye
you know i don't want to cry again
i don't want to cry again
don't want to say goodbye
i don't want to cry again
i don't want to run away
don't want to race this pain
i'll never see your face again (and i don't)
oh but how, how can you say that i didn't try
you see things in the depths of my eyes
that my love's run dry, no
we leave to their goodbyes
i've come to depend on the look in their eyes
my blood's sweet for pain
the wind and the rain bring back words of a song
and they say wave goodbye, wave goodbye
but you know i don't want to fall again
don't want to know this pain
don't want another friend
don't want to try again
don't want to see you hurt
don't let me see you hurt
i don't want to cry again
i'll never see your face again
how can you say that i didn't try
you know i did
you see thngs in the depths of my eyes
that my loves run dry
so i read to myself
a chance of a lifetime to see new horizons
on the front page a black and white picture of manhattan skyline
"ando por aí, querendo de te encontrar, em casa esquina, paro em cada olhar, deixo a tristeza e guardo a esperança e seu lugar..."
é isso. eu já entendi. eu procuro o que não vou encontrar em outro olhar. eu remexo as pessoas buscando alguém que lá não existe. que existiu pra mim um dia, que bagunçou minha existência e só. só em minha memória permanece. antes da madrugada chegar eu liguei pra minha "cumadi" na intenção de chorar toda a saudade que tomou conta de mim e ela, que bem conhece essa história e que virou espiã-da-natação entende. mas nem consegui falar... aí vem aquela montanha russa de flashs, palavras... apenas, momentos...
eu me prometi seguir adiante. foi o que fiz... mas nunca deixei de olhar pra trás. pq nunca, nada, e nem ninguém conseguiu fazer meus olhos brilharem e meu coração saltar daquele jeito.
29.9.04
tpm
parece que a visita deste mês resolveu ficar mais uns dias. nem adianta botar a vassoura de cabeça pra baixo atrás da porta. eu só sei que ando irritadíssima e parece que as pessoas estão advinhando e resolveram tirar a prova. espero que essa semana termine bem, pq do jeito que anda... na moral! essa viagem pra sp tá me deixando doida, pq tô vendo o tempo passar e as coisas não estão se resolvendo, pelo contrário. cada dia mais pepino. eu vou lagar tudo e virar pescadora! risos
28.9.04
coisas...
de repente vc fica sabendo que: dionne warwick é prima de whitney houston. que goose é green. que lloyd tem um irmão idêntico. qual é a próxima? na moral... me liberem!
27.9.04
sometimes, we need barbra!
People,
People who need people,
Are the luckiest people in the world
We're children, needing other children
And yet letting a grown-up pride
Hide all the need inside
Acting more like children than children
Lovers are very special people
They're the luckiest people in the world
With one person one very special person
A feeling deep in your soul
Says you were half now you're whole
No more hunger and thirst
But first be a person who needs people
People who need people
Are the luckiest people in the world
With one person one very special person
No more hunger and thirst
But first be a person who needs people
People who need people
Are the luckiest people in the world...
25.9.04
sábado-a-noite?
depois de duas taças de martini rosé, o telefone toca e uma voz que não ouço há séculos me interroga. perguntas diretas, claras e não tão fáceis de serem respondidas. podia dizer que estava sozinha e consequentemente receber sua visita. mas preferi deter-me a responder, sem questionar ou justificar. cansado de ouvir minha voz ainda rouca da gripe e de não obter o que provavelmente desejava, desistiu. partiu pra amenidades. perguntou sobre o tempo e as coisas banais do cotidiano sotero. (pausa para o celular, bons companheiros? vamo-se-jogar!) deu sua opinião sobre o filme, nem atreveu-se a questionar-me quem mais chegaria para a sessão. enfim... percebeu que sua ligação não fora bem vinda, mas insistiu em retornar em momento oportuno. despediu-se como quem vai pra o vietnã ou sei lá o quê... me deixou com um autódromo de motocicletas em dia de gp decisivo no pensamento. providenciarei um identificador de chamadas para meu aparelho. pelo menos essas coisas ainda posso escolher!
casório bombamos!
eu e dady detonamos no dance-floor... ao som do DJ celebridade (vide foto), eu e meu pai dançamos muito e nos divertimos pra caramba.
uma festa digna de kaká! tudo do bom, do melhor e do máximo!
"tudo em você é fullgás
tudo você é quem lança
lança mais e mais
só vou te contar um segredo
não nada
nada de mal nos alcança"
24.9.04
sonho de consumo atual

duas coisas
:-] útil: http://www.brasilinspired.com/
:-/ inútil: www.superdez.com.br/pureza
tia kaká babona
marcela e aisha fazendo pose pra tia mais coruja do planeta!
tills
e lá estava eu, no tangolomango ouvindo essa banda. que me trouxe de volta um monte de coisas boas. uma cacetada de lembranças malucas com direito a olhos cheios d'água e tudo mais. "to the one I love - R.E.M.", "message in a bottle - the police" e um dvd do U2 que me avisou que o dia tá chegando... bom, que salvador é uma roça e que todo mundo se conhece, eu já sabia, mas aí também é demais também! risos
23.9.04
friends will be friends
"it's not easy love, but you've got friends you can trust, friends will be friends, when you're in need of love they give care and attention. friends will be friends, when you're through with life and all hope is lost, hold out your hand cos friends will be friends right till theend."
22.9.04
sonhos
ele aparece. com aquele sorriso que me desarma. me abraça, e seus braços me dizem: eu tô aqui! começa a falar sobre o ártico. sobre a viagem que fez, sobre o frio e o trabalho. fala sobre a tristeza de estar longe de casa mas também sobre a alegria de estar num lugar bacana. conta das compras da espanha. se empolga falando das belezas de lá. sorri, e gargalha quando me ouve. sobe ladeira, entra em rua esquecida. me leva até o mar e o ídolo aparece. troca meia dúzias de palavras e vai embora, nos deixando as sós novamente. as ondas permanecem quebrando... nossas calças já estão cheias de água salgada e areia. mas quem se importa? nenhum de nós. ele carrega minhas coisas, reclama e ri de si mesmo. deixa tudo quando encontra. sem querer, num ato espontâneo segura a minha mão. novamente dizendo: eu tô aqui! me faz caminhar entre pontes e pessoas. até que me conforta e avisa: amanhã seguiremos. e o amanhã demora a chegar. mas chega e termina como eu gostaria.
acordo. fico na cama durante uma hora e meia tentando entender tudo isso.
e agora?
eu raramente me arrependo das coisas que faço. sempre encontro motivos positivos pra justificar minhas atitudes. mas dessa vez eu errei. errei feio. pisei na bola... acabei perdendo alguém que me faz muita falta. alguém que estava presente na minha vida, de forma tão bem vinda e se foi. nem deixou rastro, muito menos um pedaço de esperança que eu pudesse me agarrar e trazer de volta. eu não sei o que fazer pra ter de volta essa amizade, esse carinho e essa cumplicidade que existia. e agora?
ainda ontem eu escutei durante 40 minutos alguém me dizer como lidar com minhas perdas. argumentos, comparações, exemplos. tudo foi dito pra que eu pensasse e refletisse. mas eu simplesmente não sei aceitar isso... não sei ver alguém sumir da minha vida sem uma boa justificativa pra isso. e sempre há uma justificativa. e quando ela existe, eu entendo e aceito. mas sem razões? é infantilidade alheia demais... nem querer conversar? nem querer dizer o que pensa? medo? sei lá!
a única coisa que eu sei é que sou verdadeira com as pessoas. sincera até demais. me exponho, digo o que penso e fim de papo. quem não aceita as verdades procura como escapar. seja como for... minha parte, eu faço. não ser falsa, não mentir. mas eu tenho aprendido a controlar minhas verdades... e com o tempo eu aprendo que nem todo mundo é como eu.
20.9.04
enquete!!!
caros visitantes, ajudem e respondam... please!!! você adotaria uma criança?
a) sim, adotaria em qualquer condição.
b) sim, adotaria se eu/esposa não pudesse engravidar.
c) sim, se já tivesse filhos crescidos.
d) não, em nenhuma hipótese.
se quiser, justifique sua resposta. obrigada!
abandono
esse blog costumava ter atualização diária, eu sei... mas minha vida está andando mais rápido do que possa escrever. voltei ao fabrico das bijoux, voltei ao mundo paulistano e voltei aos shows. não sei, muita coisa tá pra acontecer e tantas outras estão me atropelando. sábado passei por forte emoções, de pessoas, de lembranças, de bebês. sei lá, essas coisas que só acontecem comigo mesmo. ainda gripada, tentando me livrar da tosse e do nariz insistentemente entupido! well, eu tô navegando...
post, quase repetido...
no dia 18 de janeiro, se não me engano, fui ao show de ana carolina na concha. ontem, 19 de setembro, fui novamente. o show foi quase o mesmo, excluindo as pessoas e meu astral. então, lá vai o post de janeiro novamente...
são pedro que me desculpe, mas nem o dilúvio impediu! botar os bichos pra fora, cantar, gritar e dançar todos os males. música é pra isso... é pra perder a noção de tempo, espaço e razão. é pra se transportar, pra curtir e sentir. e deus botou nessa criatura uma voz que consegue me fazer lembrar de como é bom estar viva! adorei o show! e ainda acho que "elevador" tinha que ser "a" música do carnaval (risos).
18.9.04
pode me chamar de brega, mas eu adoro!
Esse Amor (Dan Torres)
Essa noite não tem hora
O sol vai esperar
Nossos corpos conversando
Sem a gente nem falar
E agora eu sei o que é amor
É tudo que eu vejo em seu olhar
Eu já entendi, eu já sei porque eu tô aqui
Pra amar você
Esse amor não tem palavras
Nem explicação
Mas não é preciso
Um sorriso sem querer
Te amo sem medo
É se entregar
É respirar
Vou ouvir teu silêncio
Você perto de mim
Te beijar sem descanso
O amor que não tem fim
Eu não sei viver se for sem você
Meu mundo hoje está em suas mãos
17.9.04
afe!!!
pegando carona na frase da minha comadre... marcelo anthony é lindo que chega dói! (agradecendo a nêga gabby pela foto!)

tô gripadona! mas tudo bem... tô feliz. são paulo que me espere, pq eu quero é di-ver-são!!!
16.9.04
www.adrianapartimpim.com
entrevista extraída do site: As duas Adrianas, Partimpim e Calcanhotto, conversam sobre o disco recém lançado, música e outros assuntos...
Calcanhotto: Quando surgiu a idéia de fazer um disco para criança?
Partimpim: Por volta de setembro de 1994.
C: O que lhe motivou?
P: Não sei bem, mas imaginei que esse seria um gênero musical mais solto, menos visado, menos patrulhado por regras e absolutos como são o rock, o pop, a música eletrônica ou o samba de raiz, cheios de comissões julgadoras e rigorosos especialistas (risos)...
C: Música infantil talvez esteja mais para um "não-gênero"...
P: Exato! Depois dessa "descoberta" resolvi começar pelo começo, ouvindo tudo o que havia neste escaninho.
C: Mas por que o disco só foi gravado agora?
P: Em abril de 1999, com algumas canções escolhidas, resolvi iniciar as gravações mesmo sem ter composto nada, o que já definia o projeto como disco de intérprete, coisa não planejada a princípio mas que achei legal, algo a experimentar. Gravei e finalizei mas decidi não lançar o cd naquele momento.
C: Por que?
P: Porque o disco, quando ficou pronto, não estava pronto. Eu tive muito prazer trabalhando nas músicas, cantando, experimentando, pensando em suas possíveis sonoridades mas no final senti falta de mais algumas camadas de tempo, coisa que só o próprio tempo proporciona, não é algo que os sintetizadores possam simular, então ao invés de lançar preferi deixá-lo numa gaveta decantando.
C: E a gravadora?
P: Eu contei com o apoio incondicional da BMG, pelo que nutro gratidão praticamente eterna (risos)...
C: Nas gravações você, de certo modo, orientou os músicos...
P: Primeiro eles foram convidados para tocar num disco para crianças, e isso funcionou como eu esperava: eles tocaram com leveza, com delicadeza e espontaneidade, com muito humor e quase nenhuma coerência. Depois, eu insistia em dizer isso o tempo todo, muito porque as canções escolhidas não eram, na maioria, compostas especialmente para crianças, mas principalmente porque entendi que essa é a melhor coisa que se pode dizer a um músico antes que ele começe a tocar.
C: Dizer que é música para criança?
P:Eles fazem muito mais caretas enquanto tocam e riem muito mais...
C: Vou lançar mão deste truque quando for gravar meus discos!
P: Você vai usar este truque pra sempre!
C: Bom, aí você retomou o trabalho...
P: Pois é, finalmente, em 2003, o Dé Palmeira me convenceu a retomar o disco.
C: Como ele conseguiu isso?
P: Ele me dava telefonemas de tipo duas horas e alegava qualquer coisa que lhe vinha à cabeça... Fez isso durante uma semana inteira. Você me conhece e conhece bem o Dé...
C: Conheço...
P: Então, não consegui resistir e o chamei para produzir comigo. Convidamos o Fabiano França e nos enfiamos no estúdio, meses a fio. Cortamos algumas coisas e gravamos outras, novas. Mantive o que estava mais próximo da simplicidade, cortei as piadas internas, as citações mais herméticas e codificadas. O diálogo com Moreno, Domenico e Kassin, que ainda não existia na primeira etapa, aparece na composição do Domenico, "Borboleta", e na faixa "Fico assim sem você" onde Domenico toca MPC e Kassin tocou Game Boy como um instrumento, essa é uma faixa Partimpim+2 (risos). Enfim, o projeto não era mais o mesmo...
C: Nem você era a mesma!
P: E nem as crianças que cantaram nas gravações de 1999 eram mais crianças... E aí, por causa disso e de muitas outras coisas, a expressão "para crianças" começou a não fazer mais sentido.
C: Como?
P: Porque isso parecia querer excluir os adultos e esse nunca fora o objetivo...
C: Eu não suporto a idéia de determinar para que público minha música deve ser endereçada...
P: Pois é, considero perigoso pensar em música para jovens, para pretos, para gays, para imigrantes ilegais, para republicanos, para descolados...
C: E qual era o objetivo, já que não era excluir os adultos?
P: Mudar o mundo.
C: Eu sempre contei os minutos que faltavam para me tornar adulta... Coisa que nunca chegou realmente a acontecer... (risos). Tudo o que eu mais queria era deixar de ser criança, rápido, para que nunca mais alguém me dissesse o que deveria ou não fazer...
P: Sempre esteve bem claro pra mim que o disco não abrigava qualquer desejo de "resgatar" minha infância de uma maneira "proustiana". Mas, quem sabe, eu conseguisse, em um refrão, em meio compasso, por uma semifusa, por um femtosegundo... como uma madeleine que soasse ao invés de cheirar, proporcionar a algum ouvinte de qualquer idade, o tipo de prazer que experimentei ao ouvir música com os adultos, e não só com as outras criancinhas.
C: Era possível, através da música, passar para o outro lado e adentrar o mundo fascinante dos adultos...?
P: Quando eu ouvia a música que os adultos ouviam, fossem meus pais ou minhas babás, eu era transportada para o futuro e viajava no tempo de verdade e não de faz-de-conta, como nos seriados de ficção científica. Eu não me sentia tratada como criança quando os adultos partilhavam a música deles comigo e embora com meus pais, na maioria das vezes isso fosse bem rápido e durasse apenas um espaço entre jantar e ter que escovar os dentes pra ir pra cama, era lindo porque me deslocava no tempo e ainda unia os meus pais. Naquele momento aquilo não era música de qualquer categoria, parecia ser apenas tempo-espaço. Mas o disco foi feito para eu ser a criança que sou hoje e não a que já fui.
C: Então o "disco infantil"...
P: Ao invés de música para crianças, tarja que não considero exata, preferi chamar de disco de CLASSIFICAÇÃO LIVRE. Que, no fundo, é tudo o que ele mais gostaria de ser.
C: Obrigada.
P: Até a próxima!
15.9.04
eu não me acostumo a esse mundo...

é ele... é ele.. é ele!
eu só tenho uma coisa a declarar... que eu tô morrendo de saudade daquele frio na barriga, daquela vontade incontrolável de flutuar! oh céus... só ouvindo gabriel, o pensador pra botar pra fora!
13.9.04
quotes!
eu sei que você engoliu a seco esse diálogo... e até imagino o seu olhar.
- os pais querem de alguma forma projetar-se na vida de seus filhos.
- como sabes?
- tinha um pai igual.
- as mães são piores.
- minha mãe morreu antes, não me lembro.
- que houve com o seu pai?
- não fez muito por mim.
- e depois?
- o matei.
12.9.04
movie it
final de semana internacional do cinema. collateral e the terminal. resumão? tom cruise e mark ruffalo num filme só é demais pra mim, risos. a trilha sonora de collateral desanda no meio do filme, mas tem algumas coisas que se salvam: "hand of time" e a maravilhosa "spanish key" (by MILLES!) ... já spilberg, me tirou o chão com tanta doideira de jazz!
10.9.04
alguém me responde...
tem coisa mais tosca do que o clip de "never gonna give you up" de rocky astley? gargalhadas! só rindo...
fantástico!!!
anúncio da fundação bienal. começa dia 26 de setembro!
gerações
"era uma vez uma geração que deu de cara com a liberdade..." com essa frase, martha veiga começa um texto sobre os anos 80... e logo me deu a vontade de classificar a minha geração 90, a que deu de cara com a libertinagem. acho que nenhuma geração experimentou tantos avanços libertários quanto a minha. e a velocidade das transformações nas gerações que vieram depois é assustadora. o que será dos meus filhos e netos?
editorialmente falando
voltei ao mundo editorial. hein? como assim? voltei a comprar revistas!!! aquelas coisas coloridas de papel que vende nas bancas (risos). lembro de épocas que tinha 2, 3 assinaturas e ainda comprava algumas extras. hoje em dia não sou assinante de nada, mas fiquei com uma saudade danada. a novidade que mais me agradou foi a top magazine. não tenho o referencial de outros números, mas a edição que eu comprei veio com matérias que me encheram os olhos. só o "esquema de cores" utilizando "ouro velho" com bege e fotos pb, me deixaram apaixonada!
ainda na edição #67 da top, me deparo com essa frase. de quem? do ídolo-mor do pop nacional: lulu santos. e não é que a sabedoria carioquesca dele procede?! em tudo nessa vida há que oxigenar! mudar os ares, renovar. eu, que passei primaveras e invernos esperando que os ventos me soprassem outros rumos... mas o outono me ensinou que não há que esperar por nada. há sim que ir em busca dos rumos, dos pontos de chegada. depois que deixamos de esperar, os barcos aportam. tudo volta ao normal. e a vida... que ora perde o sentido, a direção, ora nos oferece demasiadas opções... acaba ficando difícil escolher. escolhas... ainda por lulu: "não há destino a cumprir, toda escolha diz quem sou."
foto: andré arruda | www.topmagazine.com.br
floripa: coisa de suíça.
(escrito em 06 de setembro)
florianópolis não é nem de longe o que eu esperava. mais parece um grande balneário de férias do que a capital de um estado. praias? indubitavelmente, lindas! a cor do mar ficou nos meus olhos como a de joão pessoa... uma coisa que não me agradou muito foram as distâncias. floripa sem carro? impossível. nem pensar! a não ser que você finque os pés numa praia e não saia dela pra nada (risos). encantada mesmo com a internacional jurerê. aquilo lá nem é brasil. um lugar 100% "in", como diria meu amigo ju. tirei várias fotos, só pra rever e pensar enquanto tiver trabalhando. pra servir de incentivo na hora da labuta, na intenção de ganhar muito dinheiro (gargalhadas). um dia eu chego lá! e citando a frase que eu nem sei de quem é... "sucesso, fama e dinheiro só vem antes de trabalho no dicionário".
nas fotos... praia brava (adorável!!!), pôr-do-sol em ponta das canas e gaivota descaradamente top model em lagoinha.
floripa: domingo de praia.
(escrito em 05 de setembro)
cá estou, sentada na beira-mar, observando o movimento das pequenas marolas da praia de ponta das canas. ao som de ivetinha, cantando menino do rio, tudo a ver com o clima... sol forte, mas um vento frio que justifica meu jeans e casaco. crianças ao fundo, jogando ping-pong, caindo na água fria da piscina e fazendo castelinhos na areia. um pequeno grupo de homens, gaúchos, bebendo chimarrão e decidindo o que comerão logo mais... opções pro almoço? churrasco no hotel, churrasco fora do hotel. risos
uma cena surreal logo a minha frente. na areia, debaixo de um branco sombreiro, amigos estirados em espreguiçadeiras tomando um cabernet sauvignon qualquer, ao invés da usual cervejinha gelada. nem imagino taças, saca-rolhas e rótulos caros e famosos numa praia baiana. culturas eqüidistantes sem sombra de dúvidas. logo ao lado, uma dona fazendo sua caminhada matinal no melhor estilo "jogging em copacabana", com seu conjuntinho diadora rosa, combinando com o tênis, boné e etc. no rosto, a expressão dos tempos, talvez lembre-se enquanto olha o mar de um verão qualquer... lá pelos anos 50, onde bloqueador solar nem existia, muito menos sua preocupação com efeitos do sol na sua face.
e assim o domingão de praia permanece... sem pagodão, canas ou gritarias inconvenientes. salve a civilização de colonização européia!
se arruma!
eu, no meu momento TIETE, com ed motta, ontem no rock in rio cafe. o cara tá melhor a cada dia. ainda bem que ele cantou "my rules", a minha queridona... pq se ele não fizesse isso eu ia embora menos feliz, risos. me diverti tanto... um amor de pessoa esse ed! :-) fotos by kaká e billy - numa participação imprescindível!
3.9.04
tem coisas que não mudam na minha vida...

2.9.04
férias
este singelo blog ficará 6 dias de férias.
a dona irá passar uns dias em floripa,
recarregando as baterias, pq ninguém é de ferro.
certamente, voltará com novidades e muitas fotos!
até breve! ;-)
1.9.04
música
acho que só eu e glória pires gostamos das músicas de orlando de moraes. pq não ouço ninguém falar nele. e eu acho tudo que ele escreve tão lindo e romântico... risos.
a montanha e a chuva (orlando de moraes)
eu queria tanto lhe dizer
da minha solidão, da minha solidez
do tempo que esperei por minha vez,
na nuvem que passou e não choveu...
minhas mãos estão no ar
como aeroporto pra você aterrisar
também sou porto, se quiseres ancorar...
sou ar, sou terra e sou mar
eu tenho a mão e você tem a luva,
eu sou montanha e você é chuva
que escorre e some no final da curva
e beija o rio, pra abraçar o mar
é por isso que a montanha tem ciumes
quando o vento leva a chuva pra dançar
muitas vezes tudo acaba em tempestade
raios gritam sobre a tarde,
tardes dormem ao luar,
anoitece a minha espera,
amanheço a te esperar
a te esperar...
já chega!!!
os níveis de violência chegaram ao limite. não suporto mais me sentir acuada por um poder paralelo, que não me deixa ser livre. não quero mais ter medo de qualquer sombra que me rodeie. muito menos me trancar em casa, assustada com os requintes de crueldade dessa humanidade sem valores. quero morar num lugar tranquilo, onde ainda existam pessoas e não abutres. eu quero paz. preciso ter de volta a vontade de construir uma família e botar no mundo seres humanos melhores. quero uma vida sem violência para meus filhos. quero não ter que presenciar espancamentos, mortes, agressões e falta de educação... ou seja, quero viver civilizadamente. mas não há esperança nesse país. a cada dia as coisas estão piores e por mais que se tente, parece que ninguém quer mesmo ser educado. "enlame-se ou deixe-o..."





