Edward Hopper estava fora de sincronia com o clima ufanista do realismo americano, que dava ênfase à “terra dos homens livres e bravos”. Seus quadros que descrevem meticulosamente a arquitetura vernácula americana – fachadas de lojas, lanchonetes, postos de gasolina – expressam um tema: SOLIDÃO. Enquanto os quadros da Escola Ashcan vibram de energia e as telas da cena americana assumam a patriótica torta de maçã, a obra de Hopper parece despida de energia e esperança. Outros agitaram a bandeira; Hopper mostrava o vazio por trás da agitação. Hopper seguiu a pista dada por Theodore Dreiser, que observou. “Foi maravilhoso descobrir a América, mas seria ainda mais maravilhoso perdê-la.” Suas cenas são frias e vazias, desoladas como a Depressão. Seu olhar crítico para a vida de cidade pequena ilustra a “Main Street” (rua principal de Sinclair Lewis, onde o “tédio é feito Deus.”
STRICKLAND, Carol. Arte Comentada: da pré-história ao pós-moderno.
Tradução: Ângela Lobo de Andrade – Rio de Janeiro: Ediouro, 1999.
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